Entre agosto e dezembro, A Casa Sul Global estará presente em uma série de encontros estratégicos em diferentes regiões do mundo.
Este artigo foi originalmente publicado no Linkedin em inglês.
Por A Casa Sul Global.
De São Paulo ao Nepal, passando por Nova York, Montreal, Portugal e Turquia, levaremos uma mensagem comum: enfrentar a crise climática exige uma arquitetura de financiamento que direcione mais recursos, poder e capacidade de decisão para as organizações e comunidades que atuam diretamente nos territórios.
Nossa participação nesses espaços vai além da presença institucional. Buscamos fortalecer alianças, ampliar o diálogo com financiadores, organizações da sociedade civil, governos e organismos internacionais e contribuir para que os fundos de justiça socioambiental do Sul Global sejam reconhecidos como parceiros estratégicos para uma transição climática justa.
O percurso já começou: no início de agosto estivemos na São Paulo Climate Week, onde buscamos pensar como seria uma arquitetura de financiamento climático com a justiça socioambiental no centro. Reunindo relatos de práticas das organizações-membro, pesquisas e provocações, as falas das 40 pessoas presentes – ligadas à filantropia, organizações da sociedade civil, academia, empresas sociais, investidores e consultorias – destacaram a importância da escuta e da continuidade dos apoios, financiamento flexível e institucional, incidência política, diversidade na governança, responsabilização dos setores público e privado e trabalho em rede. Integrante da Climate Week Network, a semana de eventos buscou aproximar o debate brasileiro das principais agendas internacionais sobre clima, fortalecendo conexões construídas também durante a London Climate Action Week, da qual participamos em junho.
Em setembro, no dia 17, às vésperas da primavera do hemisfério sul, a Rede Comuá, uma das organizações que compõem A Casa Sul Global, celebra sua trajetória no Festival Filantropia e Democracia, momento no qual A Casa Sul será apresentada a parceiros estratégicos, compartilhando resultados, aprendizados e perspectivas de atuação. O encontro da Rede fortalece a articulação entre organizações e fundos independentes e organizações parceiras, consolidando uma narrativa coletiva sobre o papel dos fundos do Sul Global na transformação da arquitetura do financiamento climático e no fortalecimento de soluções lideradas localmente.
Se a primavera chega ao sul, o outono do hemisfério norte amplia a presença política de A Casa Sul Global em um dos principais fóruns internacionais sobre clima, por meio da participação de Juliana Tinoco, coordenadora executiva da Alianza Socioambiental Fondos del Sur, e Jonathas Azevedo, da Rede Comuá, na New York Climate Week, de 20 a 27 de setembro, em eventos ao lado de parceiros estratégicos para influenciar debates globais sobre financiamento climático, fortalecer alianças com filantropias, governos e organizações internacionais e ampliar o reconhecimento dos fundos de justiça socioambiental do Sul Global como atores essenciais para uma transição climática justa. O evento nova-yorkino reúne anualmente mais de 100.000 pessoas em mais de 1.000 eventos na cidade, trazendo líderes globais e comunidades e este ano tem como pilares as temáticas de energia, impacto e ações coletivas.
Indo mais ao norte do continente americano, chegamos a Montreal, no Canadá, onde, também em setembro acontece o WINGS Forum, de 28 a 30 de setembro. A Casa Sul Global terá um evento próprio durante um dos encontros globais da filantropia, com ênfase na necessidade de uma nova arquitetura de financiamento para clima, natureza e pessoas, junto a grandes parceiros como Human Rights Funders Network, GAGGA, Prospera, Proximate Press, GAGGA, Fundo Casa, Fundo Semillas, Youth Climate Justice Fund e ELAS+ Doar para Transformar. Este ano o Fórum terá como tema ACT (Agir), frisando a urgência para que a filantropia vá da intenção à prática, respondendo aos desafios que enfrentamos atualmente.
Em novembro, A Casa Sul Global aporta no continente europeu e de 2 a 6 marcará presença em Albufeira, no sul de Portugal. No encontro da Opportunity Collaboration (OC) buscaremos ampliar significativamente a capacidade de articulação internacional, tendo a maior delegação já mobilizada pela iniciativa fora da COP 30. A presença de um grande número de pessoas ligadas à Casa Sul Global demonstra seu fortalecimento e a ampla conexão com financiadores, organizações e lideranças globais, criando oportunidades para consolidar novas parcerias capazes de impulsionar o financiamento direto a soluções lideradas por comunidades do Sul Global. A OC é “uma rede global de líderes dedicados a construir soluções sustentáveis para a pobreza e a injustiça” que realiza anualmente um encontro focado em formar alianças de impacto social para as organizações participantes.
Indo em direção ao continente asiático, de 9 a 20 de novembro a COP31 acontece em Antalya, no litoral da Turquia, onde buscaremos dar continuidade à incidência política iniciada na COP30, levando ao centro das negociações climáticas a defesa de uma arquitetura financeira mais justa, legítima e inclusiva. A Casa Sul Global atuará para ampliar o reconhecimento dos fundos de justiça socioambiental como mecanismos estratégicos para conectar recursos às comunidades que já lideram soluções para a crise climática, influenciando agendas, parcerias e compromissos internacionais.
O ano se encerra cercado pela cadeia de montanhas do Himalaia, com o #ShiftThePower Global Summit, de 2 a 4 de dezembro em Katmandu, no Nepal, onde iremos fortalecer a construção de coalizões entre organizações do Sul Global e aprofundar a parceria com o movimento #ShiftThePower, um dos principais aliados da Casa Sul Global. O momento – estratégico para consolidar relações Sul-Sul, busca promover intercâmbio de experiências entre lideranças comunitárias e redes filantrópicas e avançar na construção de uma agenda coletiva que defenda a redistribuição de poder, recursos e tomada de decisão para organizações e comunidades que atuam nos territórios, em total alinhamento com os ideias da Casa Sul Global.
Cada um desses encontros representa uma oportunidade para fortalecer a mensagem que orienta nossa atuação: transformar o financiamento para clima, natureza e pessoas não significa apenas mobilizar volume de recursos, mas também mudar a forma como eles circulam, quem toma as decisões e quem lidera as soluções. É essa transformação que continuaremos defendendo em cada espaço de diálogo ao longo dos próximos meses.
A Casa Sul Global.
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