faq-lateral

Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

A Casa Sul Global é uma iniciativa da Alianza Socioambiental Fondos del Sur e da Rede Comuá dedicada a incidir sobre os fluxos financeiros e as dinâmicas de poder, buscando transformar o financiamento em uma ferramenta de justiça socioambiental para os territórios do Sul Global.

A Casa Sul já está aberta como plataforma viva de articulação política, produção de conhecimento e mobilização coletiva. Sua primeira edição presencial acontecerá durante a COP30, em Belém (Brasil), com o apoio estratégico da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia Brasileira e o movimento #ShiftThePower.

A partir dessa estreia – e já desde agora – A Casa seguirá ativa nos principais fóruns, conectando ideias, pessoas e recursos a partir de uma perspectiva do Sul Global.

A Casa Sul Global é um ponto de encontro para quem atua ou quer atuar no fortalecimento de soluções climáticas e socioambientais lideradas por comunidades no Sul Global.

Convidamos especialmente financiadores, organizações filantrópicas e profissionais do ecossistema de financiamento a se juntarem a essa conversa.

Nosso objetivo é ampliar o diálogo, a colaboração e o compromisso com formas mais justas e eficazes de apoiar quem está na linha de frente das transformações.

Soluções locais são criadas por e para movimentos, comunidades e pessoas em seus territórios, levando em consideração contextos e situações específicas, e por isso são mais assertivas em responder aos desafios urgentes das crises ambiental, climática e social.

Essas comunidades possuem saber — muitas vezes ancestral — que devem ser considerados, respeitados e apoiados, reconhecendo seu protagonismo e contribuição para o enfrentamento à questão climática.

Formação de brigadas comunitárias voluntárias anti-incêndio, ações educativas e formativas sobre a questão climática e da biodiversidade, apoio a lideranças femininas, juventude, povos indígenas, comunidades florestais, rurais e urbanas periféricas, proteção e gestão comunitária de territórios, fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, inovação social e fortalecimento da governança local.

Todos são exemplos de soluções locais diversas e conectadas a desafios e contextos específicos.

O Sul Global concentra os territórios e populações mais duramente afetados pelos efeitos extremos da mudança climática, bem como da perda de biodiversidade e da degradação de ecossistemas críticos.

São também os que menos contribuem para agravar este quadro, e que têm as reais soluções para seu enfrentamento a partir dos seus territórios.

Apesar disso, a desigualdade no acesso a recursos persiste. Como exemplo, menos de 2% dos recursos filantrópicos globais são destinados à crise climática, apenas 10% desse montante chega a soluções locais e menos de 1% dos recursos filantrópicos globais chegam a grupos minorizados, incluindo comunidades indígenas.

Fundos para justiça socioambiental do e para o Sul Global já atuam mobilizando recursos de fontes diversificadas para apoiar soluções locais de movimentos, comunidades e pessoas no enfrentamento e na adaptação às crises climática, ambientais e sociais, além de garantir o acesso a direitos, assegurando que esses recursos cheguem, de fato, aos territórios.

Esses recursos, no entanto, são insuficientes frente ao desafio e ao potencial de solução.

É preciso mais arranjos inovadores, que envolvam a participação de múltiplos atores da filantropia e do setor de financiamento, ampliando assim o volume de recursos e a facilidade de acesso.

A iniciativa é liderada pela Alianza Socioambiental Fondos del Sur e pela Rede Comuá, e em 2025 conta com a parceria do movimento #ShiftThePower e da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia Brasileira, reunindo dezenas de organizações da filantropia independente da América Latina, África e Sudeste Asiático.

Os apoiadores financeiros d’A Casa Sul Global em sua edição COP30 incluem fundos membros das redes e apoiadores externos. Até o momento, agradecemos o apoio de:
Baobá – Fundo pela Equidade Racial, Fundação Grupo Volkswagen, Fundo Brasil, Fundo Casa Socioambiental, Global Giving, Instituto Clima e Sociedade, Global Alliance for Green and Gender Action, Itaúsa, Prospera Social, Global Fund for Community Foundations, Instituto Ibirapitanga, Fundação Avina, Instituto Sociedade População e Natureza, Bem-Te-Vi Diversidade e The Samdhana Institute

A Casa Sul Global é uma iniciativa autônoma e independente da agenda oficial da ONU, mas construída em diálogo com os debates e processos internacionais. A COP30 acontece no Sul Global e tem foco no financiamento climático para além dos mecanismos tradicionais, intencionando destravar recursos para acelerar a ação de enfrentamento à mudança climática, em especial olhando para os países em desenvolvimento. Em diálogo com essa pauta, A Casa Sul Global olha para a arquitetura de financiamento de clima e de natureza para o Sul Global, demonstrando que existem mecanismos locais que garantem que recursos cheguem a grupos e comunidades nesta região. A presidência brasileira propõe que a COP30 seja conduzida como um Mutirão Global, uma convocação à cooperação entre povos, setores e territórios para transformar compromissos em ação efetiva contra a crise climática. A Casa Sul Global responde também a esse chamado: soma-se a esse mutirão global por justiça socioambiental, mobilizando experiências, recursos e conhecimentos do Sul, para o Sul e para o mundo. É um mutirão da filantropia que afirma a pluralidade dos caminhos possíveis e propõe, desde os territórios, novas formas de financiar a vida e as soluções que já existem, resistem e florescem.

A programação d’A Casa Sul Global durante a COP30 acontecerá de 12 a 20 de novembro, e será composta por atividades desenvolvidas pelas organizações promotoras, parceiros e apoiadores.

A programação tem como foco o tema do financiamento para justiça socioambiental, com debates e reflexões sobre fluxo de recursos e dinâmicas de poder, além da troca de experiências e soluções promovidas pelos atores do ecossistema filantrópico do e para o Sul Global.

A programação d’A Casa Sul é aberta ao público mediante inscrição. Todos os eventos contam com tradução simultânea.

A participação presencial em Belém está sujeita à lotação, porém a programação será transmitida ao vivo pelo canal de
YouTube d’A Casa Sul Global.

A programação d’A Casa Sul Global será divulgada em breve neste site e também em suas redes sociais e nas redes das organizações promotoras.
Quem não puder participar presencialmente poderá acompanhar a programação e os conteúdos pelas redes sociais, newsletters e pelo site d’A Casa Sul Global. E pelo YouTube, no caso das transmissões ao vivo.
A programação contará com tradução simultânea em inglês, espanhol e português, para garantir a participação de diversos públicos.
Não. A Casa Sul Global é uma plataforma de articulação, incidência e produção de conhecimento. Nossos membros são fundos de filantropia e eles são as entidades apoiadoras. Para saber mais de nossos membros, procure a Alianza Socioambiental Fondos del Sur, a Rede Comuá e demais parceiros.