Uma comunidade política e coletiva nasceu em 2025. A Casa Sul Global deixou de ser um sonho para se tornar um centro gravitacional autônomo no ecossistema de financiamento. Criamos um espaço de fortalecimento mútuo, onde a pluralidade de vozes do Sul Global se reconheceu em uma identidade comum e passou a pautar o debate internacional em primeira pessoa.
Tudo isso fica claro no Território compartilhado: As histórias & os encontros d’A Casa Sul Global, uma conversa profunda e afetiva gravada ao longo da a primeira edição d’A Casa Sul Global durante a COP30 entre três vozes que ajudaram a tecer essa história: Juliana Tinoco (Alianza Socioambiental Fondos del Sur), Jonathas Azevedo (Rede Comuá) e Josimara Baré (Rede de Fundos Comunitários da Amazônia e Fundo Indígena Rutî).
Neste diálogo, as lideranças refletem sobre como A Casa Sul Global conseguiu concretizar conceitos que antes pareciam abstratos. A conversa explora a formação de territórios seguros para a troca, a importância da confiança e o desafio de transformar o financiamento em uma ferramenta de justiça socioambiental. É uma síntese viva de como estamos mudando a lógica do campo, movendo o recurso para onde as soluções pulsam: no coração dos territórios, comunidades e povos do Sul Global.
Nossa chegada à Amazônia para a primeira edição na COP30 foi precedida por uma travessia estratégica de escuta e ocupação. Cada marco dessa jornada serviu para sedimentar uma infraestrutura de confiança, permitindo que o Sul Global deixasse de apenas reagir a agendas externas para liderar a proposta de uma arquitetura financeira soberana e conectada à vida nos territórios:
A nossa primeira edição presencial na Amazônia foi o palco da materialização dessa incidência coletiva. Os números refletem a magnitude do que construímos: mantivemos uma média de 180 visitantes por dia, recebendo representantes de mais de 500 organizações e alcançando mais de 2.800 visualizações online.
Rompemos as barreiras técnicas para tratar o financiamento como ele é: uma questão estrutural de poder, território e financeira. Com 109 palestrantes e representantes de 50 países, A Casa Sul Global demonstrou que o trabalho baseado em confiança amplia a autonomia dos territórios e constrói soluções mais adequadas às realidades locais.
Se 2025 foi o ano da visibilidade e da reafirmação de quem somos, 2026 será o ano da sistematização. Nosso foco agora se volta para a consolidação institucional e para o aprofundamento dos aprendizados. Vamos transformar a potência que alcançamos durante a COP30 em bases sólidas, focando em governança e na replicabilidade desse modelo de sucesso.
Este vídeo que lançamos é apenas o começo de uma série de conteúdos que seguiremos compartilhando. Convidamos você a assistir a essa conversa inspiradora e a mergulhar nas mais de 35 horas de programação disponíveis em nosso canal.
A Casa Sul Global permanece aberta, pois entendemos que a transformação do financiamento para o clima, a natureza e as pessoas em uma ferramenta de justiça socioambiental é um caminho trilhado com clareza, estratégia e, sobretudo, em coletivo.
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